Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Área de Projecto de 12º ano

No âmbito da disciplina de Área de Projecto de 12º ano, alguns grupos de trabalho da turma A apresentaram os seus produtos finais durante as V Jornadas Interdisciplinares, sob a coordenação da professora Ana Prata Evangelho.

O grupo constituído pelas alunas Carolina Sarmento, Cristina Azevedo, Lina Freitas e Lisa Vargas, desenvolveu o seu projecto na área da Ciência – “Aqui há Ciência” – destinado aos alunos do pré-escolar e do 1º ciclo. Este atelier decorreu no laboratório de Física e Química da nossa escola, com actividades experimentais que pretendiam sensibilizar os alunos mais novos para o ensino da ciência. As alunas do 12º ano já referidas foram as dinamizadoras desta actividade tendo ainda organizado um concurso para a escolha da melhor frase e do melhor desenho alusivo à Ciência entre os alunos destes níveis de ensino. Os vencedores foram:

- Melhor frase do 1º ciclo: Inês Cardoso Goulart – EB1/JI Calheta de Nesquim

- Melhor frase do pré-escolar: Carolina Martins Cardoso – EB1/JI de São João

- Melhor desenho do 1º ciclo: Francisco Barreto Costa – EB1/JI das Lajes do Pico

- Melhor desenho do Pré-escolar: Rodolfo Furtado Fontes – EB1/JI da Silveira

 

Os dois grupos que trataram temas ligados à Adolescência, organizaram um debate intitulado “Adolescência – Escolhe o teu caminho”, que decorreu no Auditório da Câmara Municipal no dia 23 de Abril. O grupo constituído pelas alunas Ana Rita Ferreira, Diana Silva, Fabiana Pimentel e Mariana Pacheco efectuaram várias actividades ao longo do ano lectivo que culminaram com a realização de um filme, com a duração de 10 minutos, onde eram focados problemas próprios da fase da adolescência como sendo a violência nas escolas, o uso e abuso de substâncias lícitas e ilícitas, a imagem corporal e a sexualidade. As alunas conceberam o guião e foram as actrizes desta “mini-história” que contou ainda com a participação de outros colegas da turma.

O grupo constituído pelos alunos Eloisa Silva, Patrícia Melo e Ricardo Miguel dedicaram-se ao estudo dos distúrbios alimentares durante o período da adolescência: Bulimia, Anorexia, Obesidade e Ingestão compulsiva. Realizaram inquéritos aos colegas e produziram panfletos alusivos aos vários tipos de doenças.

O debate, moderado pelas alunas Eloisa Silva e Fabiana Pimentel, contou com a presença de vários convidados: Drª Maria do Carmo Silva Pinto, pediatra do Hospital D. Estefânia e especialista em adolescência, Dr. Pedro Cosme, médico obstetra do Hospital da Horta, Drª Ana Lagos, psicóloga do Centro de Saúde das Lajes do Pico, Dr. Rui Mateus, psicólogo da nossa escola e Elisabete Azevedo Lourenço, mãe de um adolescente.

Foi um debate muito participado, em que foram colocadas várias questões às quais, e sem tabus, os convidados responderam de forma clara esclarecendo as dúvidas dos muitos adolescentes presentes na sala.

As duas alunas moderadoras do debate, participaram ainda no programa de rádio “A minha escola”, tendo feito uma resenha desta actividade.

 

O grupo constituído pelos alunos André Madruga, Gonçalo Garcia e Isaac Goulart, construíram ao longo do ano lectivo um barco movido a energia solar, chamando a atenção para a necessidade de recorremos às energias alternativas como forma de preservar outras fontes energéticas que em breve se esgotarão no nosso planeta. O barco, em exposição na sede da Filarmónica Liberdade Lajense, foi totalmente concebido e executado pelos referidos alunos na carpintaria da nossa escola.

Ana Prata Evangelho

 

Actividades dos alunos do Pré-Escolar e 1º Ciclo

 

Durante as V Jornadas Interdisciplinares os alunos do pré-escolar e 1º ciclo deslocaram-se à escola “mãe”, para durante um dia participarem em actividades lectivas diferentes.

Além da actividade já referida “Aqui há Ciência”, estes alunos tiveram ainda oportunidade de “jogar” na sala de matemática, organizada por docentes do 1º ciclo, e desfrutar do Cantinho das Actividades Livres na Biblioteca da escola, integrada na Feira do Livro – Folhas Soltas, e da responsabilidade dos professores do Departamento das Línguas. Os alunos do 4º ano tiveram ainda ao seu dispor um Workshop intitulado “O meu mundo”, organizado pelos professores de Geografia.

No outro turno do dia estes alunos dedicaram-se aos ateliers das expressões (musical, plástica e físico-motora), construindo instrumentos musicais com os quais cantaram e efectuaram uma coreografia sob a coordenação dos professores Sara Magalhães, Rui Ferros, Elsa Nunes e Catarina Ferreira.

 

Ana Prata Evangelho

 

 

Actividades no âmbito da Ciência e da Saúde

 

 

Muitas foram as actividades realizadas na área da Ciência e da Saúde destinadas aos alunos dos 2º, 3º ciclos e secundário, centradas no tema das V Jornadas Interdisciplinares “Educar para Prevenir”:

- Rastreio da Diabetes, Hipertensão e Obesidade – realizado em parceria com a USIP e contando com a presença de técnicos do Centro de Saúde das Lajes do Pico;

- Preservação de Pegadas – da responsabilidade dos professores de Biologia;

- “Experiências com Humor” – organizado pelos professores de Física e Química;

- Sala de Matemática – actividades preparadas pelos professores de matemática do 3º ciclo e secundário;

- Olimpíadas da Matemática, concurso “Quem quer ser cientificamente milionário” e sala de matemática – da responsabilidade dos professores de matemática e ciências do 2º ciclo;

- Actividade sobre “Pirataria Informática” – organizada pelos professores de informática;

- Workshops sobre Tabaco, Álcool e Drogas – dinamizado por Técnicos da Ciência Divertida.

 

Ana Prata Evangelho

publicado por futurodirasbaleia às 13:33
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Feira do Livro "Folhas Soltas"

Durante a semana das V Jornadas Interdisciplinares, o Departamento Curricular das Línguas Portuguesa e Estrangeiras organizou uma feira do livro intitulada “Folhas Soltas”, que teve lugar na biblioteca do edifício principal da escola.

A feira do livro foi composta por uma ampla selecção de livros de diferentes editoras adequados à idade dos alunos e ao interesse dos outros elementos da comunidade educativa. Foram contactadas duas empresas – a Divulgação e a Livraria Britânica. Entre outras chancelas da Divulgação, tivemos a presença assegurada da Caminho, Difel, Ática, Estampa, Terramar, Vega, D. Quixote, Frenesi, Minutos de Leitura, Everest, Assírio § Alvim, Relógio d’Água e Texto Editora. Da selecção que foi feita, fizeram parte livros constantes do Plano Nacional de Leitura, os quais, aliás, foram bastante procurados pelos alunos da nossa escola.

Da Livraria Britânica, tivemos cerca de 300 livros de diversas editoras, entre elas a Oxford e a Longman. Em termos comparativos, não tiveram tanta saída como os da Divulgação, essencialmente porque os preços praticados pela livraria foram mais elevados.

Com esta selecção de livros, pretendeu-se que a feira constituísse, simultaneamente, um projecto em si mesmo e um espaço de apresentação pública de livros das diversas línguas (Português, Inglês, Alemão e Francês), visando o reforço da consciência dos alunos sobre a importância das línguas numa sociedade cada vez mais dependente da informação e comunicação.

Integradas na Feira do Livro, o Departamento Curricular das Línguas Portuguesa e Estrangeiras desenvolveu diversas actividades destinadas aos alunos do primeiro ciclo e pré-escolar, segundo e terceiro ciclo do Ensino Básico, a saber: “Hora do conto”, dinamizada por alunos do secundário e oitavo ano em Inglês, Alemão e Francês, respectivamente; “História do Dia”, dinamizada por elementos da comunidade, nomeadamente, o director do Museu do Pico, professor Manuel Costa, Padre Rui Silva, a Encarregada de Educação, Carmo Costa e Auxiliar Técnica, Margarida Tavares; “Cantinho das actividades livres”, onde os alunos do pré-escolar e primeiro ciclo puderam construir histórias a partir de ilustrações feitas em mini livros, elaborar marcadores de livros e outras actividades relacionadas com a leitura e expressão escrita lúdica e, finalmente, “A árvore do Texto”, traduzida pela decoração de todo o recinto escolar com ilustrações e poemas relativos à actividade, sob orientação dos professores Paulo Oliveira e Estefânia Silva. Para além dessas actividades, tivemos um espaço de projecção de trabalhos/biografia acerca de vários escritores elaborados pelos alunos em Área de Projecto e/ou Oficina da Leitura e Escrita, sob orientação de todos os docentes de Língua Portuguesa.

Por motivos alheios à nossa vontade, não foi possível realizar a actividade “Ler um livro, fazer um amigo”, uma vez que todos os convidados que foram contactados pela Comissão das V Jornadas Interdisciplinares não estavam disponíveis para participar no evento nesta altura do ano. Entre eles, figuras bem conhecidas como Maria Teresa Gonzalez, Mia Couto, Alice Vieira, Isabel Alçada, Marcelo Rebelo de Sousa, José Rodrigues dos Santos e Manuel Alegre.

Não obstante, pensamos que, na sua globalidade, a feira do livro foi enriquecedora e que se promoveu o conhecimento de obras e autores portugueses e estrangeiros, dentro de um ambiente favorável e acolhedor para a leitura, quer seja aprazível ou construtora do saber.

Regista-se, também, o nosso agradecimento aos funcionários e professores envolvidos no projecto pela sua total disponibilidade e apoio prestado na organização do espaço da feira.

Pensamos que esta iniciativa deverá ter continuidade, tendo em conta que o ensino não se confina apenas a uma sala de aula e que, cada vez mais, se sente a necessidade de motivar os alunos para uma atitude construtiva face ao seu saber. A nossa feira do livro visou não só a descoberta do livro e o envolvimento de toda a comunidade educativa, como também a sensibilização dos alunos para a visão do livro como uma janela aberta para o mundo.

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Diz ‘Não’ às Drogas"


Na segunda-feira 14 de Abril, foi apresentado, na sede da Filarmónica Liberdade Lajense, o projecto “Diz não às Drogas”.

Este projecto da responsabilidade do Departamento das Áreas curriculares não Disciplinares, foi uma iniciativa da professora Cristiana Pacheco e envolve todos os alunos de Estudo Acompanhado e Área de Projecto dos 2º e 3º ciclos desta escola.

A sessão tiveram início pelas 10h30m e estava aberta à comunidade. Foram apresentados trabalhos elaborados pelos alunos relacionados com a temática do uso e abuso de substâncias lícitas e ilícitas, a qual é uma das temáticas apontadas no Projecto Educativo de Escola. Na escola, no mesmo dia, foram expostos trabalhos realizados pelos alunos.

Este projecto pretendia sensibilizar e alertar todos para a problemática social das drogas, trabalhando as seguintes competências:
• Reconhecer que o organismo está sujeito a factores nocivos que podem colocar em risco a saúde física e mental
• Compreender que o uso de drogas afecta os processos vitais e as relações sociais,
• Assumir uma atitude critica de negação em relação à dependência do álcool, tabaco e droga, vinculada pela comunicação social/publicidade e suportada através no conhecimento dos seus malefícios
• Usar adequadamente linguagens das diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico para se expressar,
• Pesquisar, seleccionar e organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável
• Adoptar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões
• Cooperar com os outros em tarefas e projectos comuns.

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

V Jornadas Interdisciplinares na Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico

Integrado no Projecto Educativo de Escola, desde 1998 e, na continuidade do projecto iniciado em 1996, as Jornadas Interdisciplinares da Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico, já têm o seu espaço no panorama cultural desta terra.

Tendo por base a temática “Educação” fica o registo por ordem cronológica das Jornadas Interdisciplinares já realizadas:
- 2as Jornadas; “A Educação para o século XXI” realizadas em 1998;
- 3as Jornadas: “A Educação para a Cidadania” em 2002;
- 4as Jornadas: “Jovem hoje, Cidadão do Mundo, amanhã” em 2005.

Enquanto centro de formação integral daqueles que a frequentam, a Escola deve assumir-se como espaço privilegiado da educação para a cidadania e de integrar na sua prática curricular, experiências e aprendizagem diversificadas. Os programas curriculares demasiado extensos não podem ser encarados como estanques. É possível flexibilizá-los, adapta-los aos alunos que temos, ao meio em que vivem e ao background que trazem. Todo este processo implica maior responsabilidade e autonomia na gestão das diferentes componentes curriculares e, portanto, requer uma maior interacção entre os intervenientes do processo educativo.

Cada vez mais se fala em aquisição de competências que não são mais do que uma combinação de conhecimentos, capacidades e atitudes, que se adquirem com a aprendizagem do dia-a-dia, mas também tem muito a ver com a forma como são utilizados na prática e valorizadas. Não basta adquirir apenas conhecimento, é necessário compreender dar sentido e saber usar o que se aprende. É nesta perspectiva integradora do “saber”, “saber fazer” e “saber ser” que o aluno se desenvolve nas diversas dimensões: social e pessoal.

Esta tem sido a filosofia de acção na E.B./S das Lajes do Pico. Deste modo, podemos dizer com alguma segurança que o resultado das Jornadas Interdisciplinares já realizadas, traduzem, por si só, esta prática e, são demonstrativas do fomento, fortalecimento e desenvolvimento das áreas cientifico-pedagógicas e didácticas.

O tema aglutinador das 5as Jornadas é “EDUCAR PARA PREVENIR”.

Serão tratadas quatro grandes áreas do saber: Literatura, Psicologia, Saúde e Ciência. Assim, contaremos com a presença dos Dr. Manuel Alegre, Dr. Eduardo Sá, Dra. Maria do Carmo Pinto, Dr. Pedro Cosme e Dr. Luís Patrício, para as Palestras sobre Literatura, Psicologia e Saúde, respectivamente. Na área da Ciência teremos o Dr. José Xavier e a nossa conterrânea Dra. Ana Isabel Azevedo Neto, da universidade dos Açores.

Promovido pela turma do Curso Tecnológico de Desporto, haverá um debate sobre as diversas modalidades desportivas existentes no Concelho, com a presença dos treinadores respectivos e o emblemático jogador de futebol benfiquista e da selecção nacional da década de 60, José Augusto.

Além das palestras, o programa é composto por actividades destinadas aos alunos de todos os níveis de ensino, desde o pré -escolar ao secundário. Assim, durante a semana, todos os núcleos virão à escola “mãe” para participarem em ateliers das expressões artísticas e corporais e das Ciências “aqui há Ciência” , workshops, exposições, dramatizações, e audições musicais. A feira do livro intitulada “Folhas Soltas” terá livros de duas editoras – Caminho e Livraria Britânica - e pretende-se que constitua, simultaneamente, um projecto em si mesmo e um espaço de apresentação pública de livros das diversas línguas (Português, Inglês, Alemão e Francês), visando o reforço da consciência dos alunos sobre a importância das línguas numa sociedade cada vez mais dependente da informação e comunicação. Integradas nesta Feira do Livro, desenvolver-se-ão actividades como “a hora do conto”, “história do dia”, “cantinho das actividades livres” e a “árvore do texto”.

Como Eco-Escola que somos e, vivendo na quinta melhor ilha do Mundo, o Ano Internacional do Planeta Terra (2007/2009) não vai passar despercebido. É obrigação de todos nós, adultos, pais, educadores, consciencializar e sensibilizar os nossos alunos para os problemas do Planeta e para a sua sustentabilidade. A encerrar as Jornadas, lembraremos a primavera de Abril de 1974 com “Recortes D´Abril”pelos alunos do ensino secundário e o Concerto pelos alunos e professores do Ensino Vocacional da Música.

Os dias lectivos serão assim vividos de forma diferente. Reforçando o que atrás foi dito o ensino não se confina apenas à sala de aula. Cada vez mais, se deve motivar os alunos para uma atitude construtiva do processo ensino-aprendizagem e o envolvimento de toda a comunidade escolar é condição sine qua non para o sucesso das Jornadas.

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Terça-feira, 11 de Março de 2008

Desenvolvimento sustentável

No passado dia 21 de Fevereiro foi realizada uma palestra na nossa escola, pelo Dr. Paulino Costa, que tinha como tema principal o desenvolvimento sustentável na nossa ilha. Esta palestra foi extremamente interessante, dada a interacção alunos-palestrante.

O Dr. Paulino Costa iniciou esta palestra distinguindo áreas protegidas, áreas em que utilizam os recursos de forma sustentável para que possamos extrair algo de benéfico para nós, e áreas classificadas.

O ordenamento do território e a conservação da Natureza são dois parâmetros importantes para que possamos desenvolver a sustentabilidade da nossa ilha, ou seja, atender às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades.

Assim sendo, devemos ter em conta toda uma rede de elementos tais como: biodiversidade, paisagem, geodiversidade, património histórico-cultural e habitats, de forma a estabelecer uma relação de harmonia entre Homem - Natureza.

            Na nossa ilha apenas a nossa Montanha e a gruta das Torres são entendidas com áreas protegidas, todas as outras são áreas classificadas. Contudo, e para facilitar a definição das várias zonas, já se realizaram várias propostas para a realização de um parque natural para a nossa ilha. Estas propostas irão ser enviadas para a secretaria regional para que possam ser estudadas para então se decidir qual, de todas as propostas, será a melhor. Para a realização deste projecto é necessário submeter-se todas estas áreas constituintes da nossa ilha, a um plano de ordenamento de território que deve ser bem elaborado, pois permite a compatibilização entre os recursos que possuímos e os que temos de utilizar. Assim sendo a população pode e deve participar neste projecto.

             A nossa bela montanha, as nossas paisagens únicas, o cedro, que constitui um dos símbolos emblemáticos da nossa ilha, e o morcego, que é o único mamífero endémico dos Açores, são os recursos que mais merecem a nossa atenção. Devemos assim desenvolver um turismo de natureza, isto é, um turismo que consiste numa actividade a desenvolver em áreas protegidas com vista a conciliar a preservação dos valores naturais e culturais com o desenvolvimento de uma actividade turística sustentada. Desta actividade devem fazer parte os trilhos, fazendo-se um ordenamento para então se poderem definir zonas menos sensíveis onde as pessoas possam passar.

            A compatibilização dos nossos recursos deve ser feita tendo em conta vários aspectos tais como conservação e valorização do nosso património, desenvolvimento social e económico, preservação e melhoramento da qualidade de vida dos habitats locais e gestão dos fluxos de visitantes e aumento da qualidade da oferta turística (deve haver uma relação entre as empresas turísticas e os visitantes de forma a utilizar o nosso ambiente de forma racional, minimizando ao máximos os impactos ambientais).

            Deste turismo de natureza fazem parte a geodiversidade/geoturismo; biodiversidade, paisagem, cultura e desporto de natureza.

            Relativamente a geodiversidade/geoturismo fazem parte campos de lava, cavidades vulcânicas, fajãs, vulcões submarinos e sub-aéreas. Como exemplo deste tipo de turismo temos o exemplo da gruta das torres que foi aberta ao público a 24 de Maio de 2005. Esta foi classificada como monumento natural regional e apresenta uma área de 65,2 hectares.

            Quanto a biodiversidade (fauna e flora endémica) temos bons exemplos, como observação de cetáceos (whale watching), observação de aves (bird watching) e recursos pedestres.

            Da paisagem possuímos dois grandes destaques: a montanha do pico e a cultura da vinha. Assim podemos subir a montanha, experimentar o enoturismo e realizar percursos temáticos. Podemos constatar que existe assim uma interligação dos aspectos biológicos geológicos e culturais.

            Relativamente à cultura deve existir uma relação entre o homem e a natureza. Desta fazem parte a gastronomia, tradições, religiosidade e o artesanato.

            Por fim temos o desporto de natureza que inclui o rappel, a escalada, orientação e BTT.

            É imperativo fomentar um desenvolvimento sustentável que satisfaça as necessidades Humanas sem comprometer a conservação da Natureza.

 

                                              

 

publicado por futurodirasbaleia às 14:15
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Entrevista ao Sr. Engenheiro Cláudio Lopes

Grupo - Qual é a sua opinião sobre o estado actual da nossa vila?

Cláudio Lopes - A vila das Lajes do Pico é, antes de mais, a primeira vila da ilha. Já tem mais de 500 anos de povoamento. O alvará da constituição da vila data de Maio de 1501, portanto foi a única vila da ilha durante muitos anos. Só passados mais de 100 anos é que apareceu a vila de S. Roque e, mais de 200 anos depois a vila da Madalena.

            Como aqui se deu o primeiro povoamento da ilha do Pico, a vila ganhou uma importância social, económica e cultural, durante muitas centenas de anos.

            Obviamente que depois, à medida que as outras vilas iam aparecendo, outros concelhos iam-se criando e as populações foram-se distribuindo ao longo da ilha, fixando-se na terra.

            Tivemos ao longo da nossa história períodos de sismos e terramotos, bem como de actividades vulcânicas da Montanha do Pico, que afectou algumas populações, nomeadamente na zona de São João, Silveira e São Caetano, o que fez com que algumas populações mudassem de residência. Nestes períodos surgiram as populações das Terras, da Almagreira, que foram fixadas por pessoas que estavam a viver em São João e São Caetano.

            A vila assumiu durante muito tempo, nesta ilha, uma predominância em termos económicos, devido às indústrias importantes que nela se fixaram, como a fábrica do peixe e a fábrica da baleia. Esta última foi marcante para esta população, pois a actividade baleeira foi uma actividade que sustentou inúmeras famílias por vários anos. Esta, no entanto, por via das novas regras da União Europeia e no âmbito da preservação de espécies animais, foi proibida e, portanto, a actividade baleeira deixou de existir na vila das Lajes.

            Após o ciclo da baleação apareceu uma nova actividade económica, o “Whale Watching”. Esta actividade turística foi uma forma que a vila e o Concelho das Lajes encontrou para ultrapassar a crise instalada pelo fim da caça à baleia, visto que esta, para além de preservar o ambiente e animais como o Cachalote, transformou-se numa actividade económica da qual as pessoas podem tirar rendimentos. Ao surgirem empresas de “Whale Watching”, consequentemente, novos postos de trabalho apareceram. Esta nova actividade proporcionou à nossa vila um grande desenvolvimento a nível económico/turístico. Assim sendo, a nossa ilha é conhecida pelos vários cartazes turísticos como um local de observação de baleias.

Contudo, a nossa vila perdeu algum peso económico, a nível ilha, a favor do Concelho da Madalena, pois na Madalena têm-se instalado inúmeras infra-estruturas relevantes para o seu desenvolvimento.

Com isto quero dizer que a vila tem uma carga histórica e cultural muito mais forte do que as outras vilas da ilha, para além de, em termos urbanísticos, ser uma vila que tem uma praça e uma malha urbana com muitas características de vila.

 

Agora, partindo um pouco para uma visão e um desenvolvimento de futuro, acho que esta vila, este Concelho, o seu futuro passa fundamentalmente pela actividade turística. Se bem que o turismo que podemos desenvolver aqui, atendendo às nossas condições climáticas e humanas na região, não pode ser um turismo de praias, nem de Sol, porque não o temos, nem nos interessa que seja um turismo de massas. Um turismo que venha cá muita gente é problemático, pois não temos espaço. Portanto, para nós preservarmos toda esta nossa riqueza ambiental e todo o nosso património natural, temos que envergar para um turismo que respeita a Natureza, que gosta das áreas ambientais, que gosta da cultura, que gosta de conhecer a realidade social da nossa Terra, ou seja, um turismo de qualidade e de excelência.

Um turismo que podemos e devemos desenvolver, além da observação de baleias, é o turismo de golfe. Aliás, existem projectos de futuro para construir um campo de golfe aqui na vila. Portanto há também...

Grupo – Desculpe a interrupção…

Cláudio Lopes - Sim?

Grupo – Onde estão a pensar construir o campo de golfe?

Cláudio Lopes - No Mistério da Silveira e, posso-vos garantir, que hoje há empresários interessados em construir o campo de golfe. Este será uma mais valia para o nosso Concelho e para a nossa vila, porque turismo de golfe é um turismo que traz gente de muitas posses, portanto gente que tem um certo nível cultural e académico e, portanto, têm muito poder económico e podem deixar-nos boas receitas.

            Uma outra área que podíamos também desenvolver mais era, por exemplo, os passeios a pé, portanto, os trilhos, contacto com a natureza, a observação de aves e plantas exóticas. Muita gente, portuguesa e estrangeira, procura este tipo de turismo e penso que temos aqui uma riqueza natural, quer do ponto de vista da fauna, quer da flora, muito diferente e muito interessante!

            Em termos gerais, acho que temos de preparar a vila e o seu desenvolvimento na vertente do turismo. Esse turismo deve ser temático, ou seja, organizado por temas. Já temos um tema muito forte – a baleação. Outro tema que ainda não está no terreno, mas que vem a caminho se Deus quiser, é o campo de golfe. Temos também a nossa cultura e a nossa história e não nos podemos esquecer do cartaz muito forte que é o Museu do Baleeiros, pois é um ponto muito atractivo na nossa vila. Aliás este museu é, dos museus temáticos dos Açores, o mais visitado, portanto é uma mais valia que temos no nosso meio. Temos também uma vasta riqueza histórica: a ermida de S. Pedro, primeira ermida da nossa ilha; o convento de S. Francisco, construído pela ordem dos Franciscanos; o Forte de Santa Catarina, que é o único forte da ilha, que teve a sua função no tempo de guerra e que hoje está restaurado como posto de turismo; a antiga fábrica da Baleia que representa o ciclo económico da nossa gente.

            Portanto, temos aqui um conjunto de mais-valias, tudo numa área relativamente pequena e em volta da vila que dão um potencial muito forte de desenvolvimento e de aproveitamento turístico e, por outro lado, acho que, realmente, o turismo pode ser uma actividade económica importante a desenvolver na nossa ilha, uma actividade que pode contribuir para a fixação de jovens, para criar mais empregos, para fixar os jovens nas nossas terras, que este é um grande problema da nossa ilha e de algumas ilhas pequenas, que é a incapacidade que ainda temos actualmente de fixar jovens e nós devíamos ter essa capacidade de fixar jovens que se estão a formar e que tiram os seus cursos.

Grupo (Leila) - Também tem de ter em conta que, por exemplo, há muita gente que vai para cursos ligados à saúde. Por exemplo, eu gostaria de seguir anatomia patológica, citológica e tanatológica e sei que aqui não posso adquirir emprego!

Cláudio Lopes – Pois, é uma “especificidade muito específica”.

            Agora, por exemplo, há todo um conjunto de serviços ligados à actividade turística que passa também pelos domínios da saúde, porque os turistas de grande poder económico quando vão para uma terra gostam muito de ir seguros em relação às unidades de saúde da ilha se tem sistemas de saúde de evacuação e de tratamento como deve ser e, portanto, é preciso também existir preocupação com esses níveis, não só para quem vive aqui todo o ano, como também para os turistas.

            Portanto, os governantes regionais e locais têm também de criar condições para a fixação de jovens que vêm com formações em determinadas áreas e que podem muito contribuir para o desenvolvimento da sua terra e é isso que estamos a precisar, gente nova que se fixe na nossa terra (isto é um dos grandes problemas da vila das Lajes, é um grande problema da ilha do Pico e é um dos problemas das ilhas pequenas dos Açores). Aliás, nós estamos não só a perder os nossos jovens que vão lá para fora estudar e raramente regressam, como estamos a ter taxas de natalidade relativamente baixas e taxas de envelhecimento muito elevadas. Estamos a ficar com uma população muito envelhecida com poucos jovens e com pouca gente no seu total, o que é um enorme problema. E depois, vocês sabem que o desenvolvimento económico também acontece quando há gente, quando há mercado, quando há clientes e depois isto é tudo um efeito “bola de neve”: não há pessoas, não se podem fazer certas coisas, para fazer certas coisas é necessário ter viabilidade; tem que haver quem compre e quem vende e quem dê a utilização das infra-estruturas, e, portanto, acho que, na base, tem que haver aqui ocupações de políticas muito fortes de fixar jovens aqui nas nossas terras…

            Portanto, em termos de estado actual da nossa vila e o do Concelho, acho que nós estamos nos últimos anos a construir uma séria de infra-estruturas básicas que são fundamentais para o desenvolvimento económico, como uma boa rede de águas, para a electricidade, também temos boa qualidade de energia e temos vias de comunicação igualmente boas. Acho que o ciclo dessas infra-estruturas básicas está cumprido. Agora é preciso que, por exemplo, daqui para a frente as Câmaras e o Governo Regional tenham essa preocupação de ajudar o desenvolvimento económico, porque este é que vai criar postos de trabalho e que vai poder fixar pessoas através destes, porque dois factores fundamentais para que os jovens possam fixar numa terra são: ter um emprego de alguma estabilidade e ter uma habitação própria condigna, o que são condições básicas. E é isso que acho que tem que haver uma certa preocupação de futuro.

            De resto o Concelho também não pode esquecer uma das suas actividades mais importantes e fundamentais que é a agricultura. A agricultura não só tem que ser cuidada nas suas vertentes de produção de leite e da carne, mas também como uma actividade que pode dar contributo para a actividade turística, ou seja, é importante que a oferta turística do nosso Concelho integre o contacto desses turistas com o nosso meio rural, com os nossos agricultores, que gostam muito de ir ao mato, ver ordenhar uma vaca, gostam de ver as pessoas a cuidar dos animais, dar silagem. Essa diferença, essa oferta diferente que não vêem em nenhuma outra parte do mundo, aqui podem ver. Ver vaquinhas a pastar na berma da estrada são situações, para eles, raras que os atraem muito para vir cá. Assim, também na actividade da pesca em que muitos turistas  gostam de ir com os pescadores tradicionais da terra ao mar para ver os métodos artesanais que temos cá, portanto todas essas actividades que são do sector primário, como a agricultura e a pesca, podem contribuir como oferta para a actividade turística. O que é preciso fazer é ter um conjunto de camas disponíveis aqui nas Lajes… já temos algumas coisas, temos algumas residenciais, já temos um hotel, que é a Aldeia da Fonte, vem a caminho mais um novo hotel que irá ser feito na Silveira, e, portanto, é preciso ter camas para os turistas, mas, sobretudo, é preciso organizar pacotes de animação, e então, com o tempo que costumamos ter nas nossas ilhas não há garantia de fazer todos os dias sol, temos que criar pacotes organizados para o exterior, mas também para o interior, porque se os turistas não tiverem oportunidade de ir para o campo podem estar sob coberto a fazer alguma coisa, podem ver museus, podem contactar com a parte cultural aqui no Concelho que é muito rica, por exemplo, salões, contactar com grupos corais, grupos folclóricos, teatro e outro tipo de manifestações culturais de que o Concelho das Lajes também faz diferença em relação aos outros Concelhos, há muito ambiente cultural, há muitas iniciativas culturais, muitas organizações, muitas irmandades do Espírito Santo, muitas manifestações religiosas e profanas. Portanto tudo isso tem de fazer parte da nossa oferta turística e, sobretudo, porque é uma oferta diferente da que esses turistas vão encontrar noutros meios.

 

Grupo – Num intervalo de 50 anos, como imagina a nossa vila no futuro?

Cláudio Lopes – Bem, é muito difícil prever o futuro e sobretudo da forma acelerada como o desenvolvimento se tem dado, nós não conseguimos imaginar o que a tecnologia nos irá oferecer daqui a 50 anos.

            Vocês, por exemplo, agora estão a gravar esta entrevista através de um aparelho tão pequenino que há 50 anos atrás ninguém pensaria que pudesse existir, ou eu posso falar com a minha mulher que está lá fora na rua e aqui falando calmamente com o telemóvel, portanto não sabemos o que daqui a 50 anos poderemos ter em seguida tecnologicamente.

            Agora em termos de pensamento político, presumidamente, aqui a nossa vila, quais seriam as minhas expectativas, que era de que esta vila realmente, depois desta remodelação de redes de água e de esgotos e de tudo isso, fosse feito um arranjo urbanístico de toda a vila

, para se tornar uma vila com características interessantes, mais acolhedora, que tivesse mais serviços públicos e privados. Aqui nos serviços privados, acho que se tem de avançar com serviços na área da cultura e do turismo, portanto, lojas de artesanato e bares e, consequentemente, um ambiente de mais animação e de oferta turística. Assim sendo, uma vila virada para os serviços, portanto, que tenha organismos públicos, os quais as pessoas possam vir diariamente à vila trabalhar e à noite ter uma certa actividade nocturna, uma tal componente de animação, restaurantes, bases à nossa cultura a estar a nesses espaços animar a noite e, portanto, prevejo que esta seja uma vila com ambiente cultural e turístico. Temos, além disso, em curso o projecto do porto recreio que não só poderá trazer outro tipo de turistas, que poderão dinamizar e dar vida à vila, através de barcos e iates de recreio, como também transformar a vila quer em termos sociais, quer em termos económicos.

            Por fim, ao meu ver, prevejo que a vila das Lajes no futuro seja uma vila de serviços, onde as pessoas possam trabalhar durante o dia e se divertir em animações nocturnas, e uma vila de turismo com espaços de visita, como museus e casas de artesanatos.
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Entrevista à Presidente do Conselho Executivo - professora Olga Pacheco

Entrevista à Presidente do Conselho Executivo - professora Olga Pacheco

 

Estamos envolvidos no projecto “Cidades Criativas” no âmbito da disciplina da Área de Projecto de 12º ano. Com isto pretendemos adquirir informações de acordo com os seus conhecimentos sobre a situação actual da nossa escola, educação e a música nas Lajes do Pico, ajudando-nos na construção de um possível futuro para a nossa Vila (2050) a estes níveis.

 

  1. Pode-nos descrever a situação actual da nossa escola?

A nossa escola em termos pedagógicos/sucesso escolar, poder-se-á considerar que está de boa saúde. No entanto, é importante referir os dados estatísticos relativamente ao ano lectivo 2006/2007 verificou-se um défice de sucesso ao nível de Língua Portuguesa e Matemática (disciplinas nucleares) no 1º Ciclo. Quanto às restantes disciplinas o grau de sucesso é maior, visto que o grau de exigência é menor quando comparado com as disciplinas nucleares.

 

 

 


 

 

            O sistema de ensino actual no nosso estabelecimento de ensino debate-se com problemas de vária ordem; falta de infra-estruturas (laboratórios devidamente equipados embora este Conselho Executivo tenha envidado todos os esforços no sentido de dar prioridade à aquisição de equipamentos e material didáctico para os equipar (de acordo com as exigências dos programas do ensino secundário), para assim dar respostas aos anseios dos nossos alunos com vista ao seu sucesso principalmente aqueles que pretendem prosseguir estudos superiores.

            Uma das políticas deste Conselho Executivo tem sido proporcionar ao corpo discente ofertas educativas que vão de encontro às suas expectativas, refiro-me aos Cursos Profij nível I, II, III. Embora estas ofertas tenham a ver com as possíveis saídas para o mercado de trabalho, julgo que tem sido a melhor aposta. Ao nível do ensino secundário a abertura dos Cursos Tecnológicos (Desporto e Acção Social) vem possibilitar o alargamento das escolhas dos alunos, não se ficando apenas com os Cursos Cientifico – Humanísticos. Oferecer estes cursos (diversificados) por um lado cria constrangimentos em matéria organizacional e de gestão escolar e obrigamo-nos a uma “ginástica” na elaboração de horários tanto dos alunos (que são os primeiros a serem feitos) como dos professores e até mesmo dos Auxiliares de Acção Educativa obrigando  a uma distribuição de serviço por turnos; mas por outro lado faz com que a população estudantil não saia do seu agregado familiar, para estudar fora (como aconteceu com a minha geração).

            A criação de mais uma sala de informática foi necessária para a implementação de novas metodologias (refira-se a nova disciplina criada no 2º ciclo e 3º ciclo –Oficina da leitura e da escrita) mas ainda não está a 100%, precisamos de, pelo menos, mais computadores.

 

  1. O estado actual do edifício da nossa escola é razão suficiente para se construir uma nova escola?

 

Este edifício construído por duas fases tem 28 anos de existência. Assisti à construção da segunda fase que é a partir das salas 5 e biblioteca, refeitório até à sala 18 (parte nova poente). Esta construção foi em 1983/84 (Estava no conselho executivo).

Nessa altura era uma óptima escola, com capacidade para 250 alunos. Actualmente tem quase 500 (já teve 800) e, portanto, não preciso dizer mais nada.

Problemas de salinidade e falta de manutenção levou a que se apostasse numa nova Escola. Esta promessa vem connosco desde 1998. Se lerem a entrevista que dei ao jornal “O Dever” percebem a minha posição.

 

  1.  Será viável construir uma escola nova? Ela continuará de pé até meados deste século? Como acha que vai evoluir a população estudantil? Como e onde seria a nova escola?

É sempre discutível a viabilidade da construção. Mas levaria a que se perdesse muito mais tempo será mais barato a construção de uma nova escola ou a remodelação profunda e ampliação deste edifício? Não me compete analisar essa questão.

Os edifícios não são construídos para durar apenas duas ou três décadas. Não tenho uma bola de cristal para adivinhar o futuro e portanto devo preocupar-me com o dia a dia.

Quanto à população estudantil está a diminuir. É um problema demográfico geral preocupante.

Cada vez mais, os casais têm um ou dois filhos ou não têm, é uma opção de vida. Ter filhos é um projecto de vida que carece de inúmeras responsabilidades e de grande estabilidade financeira. Infelizmente, vivemos num país  onde as políticas sociais não abonam a favor das famílias

  1. Como imagina o próximo presidente do conselho executivo? Continuará a ser um professor ou terá de ser um gestor? (robôs)

 

Defendo que o conselho executivo deve ser constituído por docentes.

A figura de gestor faz sentido no sector administrativo conjuntamente com um bom chefe dos serviços de administração Escolar. Mas também pode ser docente. Aliás, temos professores de matemática que são licenciados em gestão de empresas, portanto, pensarmos em gestores (que não são docentes) pode ser um erro.

  1. O ensino artístico está a ter resultados positivos? É para continuar?

 

O ensino artístico iniciou-se em 2001/2002. Era uma necessidade premente dada a relevância do ensino da música no nosso Concelho. O número de filarmónicas existentes demonstra bem o gosto do nosso povo pela arte dos sons.

É uma das vertentes das políticas educativas deste órgão de gestão – proporcionar a educação artística (nos domínios da música) às crianças que revelam capacidades musicais.

A integração do ensino Artístico com o ensino regular (em regime articulado) está regulamentado em normativos.

O ensino artístico foi uma mais-valia.

Já deu frutos e neste momento temos uma aluna a prosseguir estudos num curso complementar e sei que haverá mais duas para continuar.

 

  1. Como acha que a nossa vila irá evoluir no aspecto musical?

 

A nossa Vila no aspecto musical… É com alguma preocupação que olho para a nossa Vila em variados aspectos e em particular na área da música.

Falta de liderança em algumas instituições de cariz artístico leva a que não haja disciplina e por conseguinte rigor e , claro está, qualidade.

 

publicado por futurodirasbaleia às 14:17
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Notícia: Inauguração do campo Municipal

      No último fim-de-semana (23 e 24 de Fevereiro) inaugurou-se mais um equipamento de grande importância para as Lajes: o Campo Municipal de Jogos.
Primeiro foi a cerimónia protocolar da inauguração (com a participação de representantes oficiais da Presidência do Governo Regional e dos organismos desportivos da Região), seguida do jogo oficial da 17ª jornada da Associação de Futebol da Horta, entre os Clubes Desportivo Lajense e Prainha Futebol Clube e que contou com uma enorme assistência de adeptos dos dois Clubes (cerca de mil pessoas).

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Entrevista dirigida à professora Ana Jorge

      

     Esta entrevista foi realizada à professora Ana Jorge, que, para além de ser professora de Geografia no nosso estabelecimento de ensino, é também presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens das Lajes do Pico. Com esta entrevista pretendemos adquirir informações sobre a nossa Vila a nível ambiental, social e cultural para que nos seja mais fácil a realização do diagnóstico das Lajes do Pico e a visualização do seu futuro.

 

 

Professora Ana Jorge - Antes de mais quando dizem “assuntos ambientais” penso que devem englobar aspectos demográficos, sociais, económicos, turísticos e ambientais, porque esta é a minha perspectiva do ambiente.

    O ambiente é importante, mas uma das minhas preocupações principais é a redução da população jovem e a consequente perda demográfica, pois a nossa população está cada vez mais envelhecida. O processo de envelhecimento no núcleo urbano da nossa Vila é nítido, não só pelo facto de existir pouca população jovem, como também pelo facto de os jovens saírem para irem estudar e não voltarem para cá e por outros factores que se relacionam com a capacidade atractiva desta área do concelho.

O nosso concelho, tem cerca de 4800 habitantes, número que, provavelmente, tenderá a diminuir nos próximos 10 ou 20 anos. Encontrar medidas / soluções para incentivar o rejuvenescimento da população julgo que deverá constituir uma das principais preocupações para os políticos e políticas locais e regionais.

Fazer uma análise do futuro obriga a pensar também naquilo que são as características presentes e futuras do tecido produtivo da ilha e do concelho. O turismo constitui uma das grandes apostas, no entanto, é importante referir que, na nossa Vila, o turismo é essencialmente sazonal, ou seja, apenas nos meses de Junho, Julho,  Agosto e Setembro  há um maior fluxo turístico, atingindo assim o seu auge. Também é de notar que a rede de transportes que sustenta esta mobilidade turística não favorece sobremaneira o Pico.

    O sector primário, a agricultura e a pecuária, constituem a base da economia do nosso Concelho. Futuramente, tal como agora, os nossos produtores de carne e de leite estarão muito dependentes das decisões da União Europeia.

 

Grupo - Que perspectivas tem para o nosso futuro ambiental?

 

Professora Ana Jorge - Espero que as pessoas tomem mais consciência colectiva a nível ambiental, o que já começamos a notar, e deviam-se tomar medidas vincadas para reduzir os resíduos sólidos – urbanos, industriais, electrónicos. O problema dos resíduos é, no meu ponto de vista, bastante actual podendo assumir contornos bem mais preocupantes num espaço como o nosso por se tratar de uma ilha - um sistema fechado. Penso que será um dos aspectos que vocês deverão investigar com maior pormenor junto dos responsáveis.

 

Grupo - Qual a situação actual da protecção de crianças e jovens no nosso concelho?

 

Professora Ana Jorge - Julgo que cada vez mais há uma maior divulgação da importância de todos nós protegermos as nossas crianças e jovens. Para isso é importante o papel das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

    No futuro poderá haver um maior número de denúncias, o que não quer dizer que haja um maior número de problemas, poderá significar simplesmente uma maior sensibilidade de todos face a esta matéria. Daí que o papel das Comissões ao nível da prevenção primária seja de facto aquele em que se deve investir mais vincadamente se queremos ter resultados a longo prazo, como aquele que vocês perspectivam. Porém, não é só a protecção de crianças e jovens que me preocupa, preocupa-me também a protecção dos idosos que em determinada altura da sua vida se revelam pessoas muito frágeis e por vezes mais isoladas da sociedade.

 

Grupo - Considera que num espaço de 50 anos vão existir mais jovens para proteger? Como pensa que esta situação vai evoluir?

 

Professora Ana Jorge - Mais do que jovens, penso que, futuramente, irá existir maior necessidade de protecção de idosos devido à tendência que a nossa sociedade tem para o envelhecimento da população. O meu lema é “protegermo-nos uns aos outros” e como tal devemos proteger crianças e idosos.

    Noto que os adultos estão a adquirir uma maior capacidade de se protegerem e de protegerem os outros, pois todos somos cidadãos e, como tal, temos de cumprir os nossos deveres e, quando me refiro à protecção da população, o mesmo se passa em relação ao ambiente, pois todos temos o direito de viver num ambiente saudável e o dever de protegê-lo.

 

    Vocês não me perguntaram sobre o ponto de vista arquitectónico da nossa Vila, o que é necessário referir.

    A reconstrução melhorou em grande parte edifícios da nossa Vila após o sismo de 1998, já que este afectou inúmeros imóveis promovendo assim a sua renovação.

    Há aspectos arquitectónicos que são de carácter único na Vila das Lajes, justificados essencialmente pela história que interessa destacar no contexto da ilha e como elementos da nossa identidade patrimonial.

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Desfile de Carnaval

Mais um ano se realizou na nossa vila o tradicional desfile de Carnaval, tendo participado todas as escolas do conselho. A nossa turma foi uma das que participou. O tema da nossa fantasia foi relacionado com a viagem de finalistas que a nossa turma irá realizar durante as férias da Páscoa, ou seja, à Tunísia. Deste modo foram fantasiados de turistas. Quanto aos elementos do grupo cidades criativas foram: José – piloto, Jorgina – turista, Romeu – turista maluco e a Leila – tunisina.

 

 

Fotos

 

publicado por futurodirasbaleia às 14:18
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A Lenda das Sopas

      Na erupção do Pico dos Cavaleiros, em 1562, a lava esventrou a terra e dessa cesariana nasceu o “mistério” da Prainha. Solos de biscoito encarniçado onde farão a pulso despontar as vides ou estranhas árvores anãs, torcidas como anomalias japonesas. Em 1718 outra erupção brutal varre searas, sufoca animais, aterroriza gente, as bocas de fogo abrem da terra e saem do mar arranques de lava. Depois, arrefeceu nos “mistérios” de S. João, Bandeiras e Santa Luzia. Em 1720 nova calamidade, de Julho até Dezembro escorreram sempre cinco cadeias ígneas até ao mar, solidificando outro “mistério”, o da Silveira. No chão, urzela, manto da terra ardida e lava solta. Conta-se que nesta deslocação costa a costa uma faixa permaneceu virgem. Um boi pastou até petrificar a lava, prometido ao Espírito santo, os elementos respeitaram o que seria mais tarde sopa sagrada de pobres e vizinhos. Agora parece tudo apaziguado.

 

 

Fátima Maldonado, Lava de Espera

publicado por futurodirasbaleia às 13:38
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