Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Entrevista à Presidente do Conselho Executivo - professora Olga Pacheco

Entrevista à Presidente do Conselho Executivo - professora Olga Pacheco

 

Estamos envolvidos no projecto “Cidades Criativas” no âmbito da disciplina da Área de Projecto de 12º ano. Com isto pretendemos adquirir informações de acordo com os seus conhecimentos sobre a situação actual da nossa escola, educação e a música nas Lajes do Pico, ajudando-nos na construção de um possível futuro para a nossa Vila (2050) a estes níveis.

 

  1. Pode-nos descrever a situação actual da nossa escola?

A nossa escola em termos pedagógicos/sucesso escolar, poder-se-á considerar que está de boa saúde. No entanto, é importante referir os dados estatísticos relativamente ao ano lectivo 2006/2007 verificou-se um défice de sucesso ao nível de Língua Portuguesa e Matemática (disciplinas nucleares) no 1º Ciclo. Quanto às restantes disciplinas o grau de sucesso é maior, visto que o grau de exigência é menor quando comparado com as disciplinas nucleares.

 

 

 


 

 

            O sistema de ensino actual no nosso estabelecimento de ensino debate-se com problemas de vária ordem; falta de infra-estruturas (laboratórios devidamente equipados embora este Conselho Executivo tenha envidado todos os esforços no sentido de dar prioridade à aquisição de equipamentos e material didáctico para os equipar (de acordo com as exigências dos programas do ensino secundário), para assim dar respostas aos anseios dos nossos alunos com vista ao seu sucesso principalmente aqueles que pretendem prosseguir estudos superiores.

            Uma das políticas deste Conselho Executivo tem sido proporcionar ao corpo discente ofertas educativas que vão de encontro às suas expectativas, refiro-me aos Cursos Profij nível I, II, III. Embora estas ofertas tenham a ver com as possíveis saídas para o mercado de trabalho, julgo que tem sido a melhor aposta. Ao nível do ensino secundário a abertura dos Cursos Tecnológicos (Desporto e Acção Social) vem possibilitar o alargamento das escolhas dos alunos, não se ficando apenas com os Cursos Cientifico – Humanísticos. Oferecer estes cursos (diversificados) por um lado cria constrangimentos em matéria organizacional e de gestão escolar e obrigamo-nos a uma “ginástica” na elaboração de horários tanto dos alunos (que são os primeiros a serem feitos) como dos professores e até mesmo dos Auxiliares de Acção Educativa obrigando  a uma distribuição de serviço por turnos; mas por outro lado faz com que a população estudantil não saia do seu agregado familiar, para estudar fora (como aconteceu com a minha geração).

            A criação de mais uma sala de informática foi necessária para a implementação de novas metodologias (refira-se a nova disciplina criada no 2º ciclo e 3º ciclo –Oficina da leitura e da escrita) mas ainda não está a 100%, precisamos de, pelo menos, mais computadores.

 

  1. O estado actual do edifício da nossa escola é razão suficiente para se construir uma nova escola?

 

Este edifício construído por duas fases tem 28 anos de existência. Assisti à construção da segunda fase que é a partir das salas 5 e biblioteca, refeitório até à sala 18 (parte nova poente). Esta construção foi em 1983/84 (Estava no conselho executivo).

Nessa altura era uma óptima escola, com capacidade para 250 alunos. Actualmente tem quase 500 (já teve 800) e, portanto, não preciso dizer mais nada.

Problemas de salinidade e falta de manutenção levou a que se apostasse numa nova Escola. Esta promessa vem connosco desde 1998. Se lerem a entrevista que dei ao jornal “O Dever” percebem a minha posição.

 

  1.  Será viável construir uma escola nova? Ela continuará de pé até meados deste século? Como acha que vai evoluir a população estudantil? Como e onde seria a nova escola?

É sempre discutível a viabilidade da construção. Mas levaria a que se perdesse muito mais tempo será mais barato a construção de uma nova escola ou a remodelação profunda e ampliação deste edifício? Não me compete analisar essa questão.

Os edifícios não são construídos para durar apenas duas ou três décadas. Não tenho uma bola de cristal para adivinhar o futuro e portanto devo preocupar-me com o dia a dia.

Quanto à população estudantil está a diminuir. É um problema demográfico geral preocupante.

Cada vez mais, os casais têm um ou dois filhos ou não têm, é uma opção de vida. Ter filhos é um projecto de vida que carece de inúmeras responsabilidades e de grande estabilidade financeira. Infelizmente, vivemos num país  onde as políticas sociais não abonam a favor das famílias

  1. Como imagina o próximo presidente do conselho executivo? Continuará a ser um professor ou terá de ser um gestor? (robôs)

 

Defendo que o conselho executivo deve ser constituído por docentes.

A figura de gestor faz sentido no sector administrativo conjuntamente com um bom chefe dos serviços de administração Escolar. Mas também pode ser docente. Aliás, temos professores de matemática que são licenciados em gestão de empresas, portanto, pensarmos em gestores (que não são docentes) pode ser um erro.

  1. O ensino artístico está a ter resultados positivos? É para continuar?

 

O ensino artístico iniciou-se em 2001/2002. Era uma necessidade premente dada a relevância do ensino da música no nosso Concelho. O número de filarmónicas existentes demonstra bem o gosto do nosso povo pela arte dos sons.

É uma das vertentes das políticas educativas deste órgão de gestão – proporcionar a educação artística (nos domínios da música) às crianças que revelam capacidades musicais.

A integração do ensino Artístico com o ensino regular (em regime articulado) está regulamentado em normativos.

O ensino artístico foi uma mais-valia.

Já deu frutos e neste momento temos uma aluna a prosseguir estudos num curso complementar e sei que haverá mais duas para continuar.

 

  1. Como acha que a nossa vila irá evoluir no aspecto musical?

 

A nossa Vila no aspecto musical… É com alguma preocupação que olho para a nossa Vila em variados aspectos e em particular na área da música.

Falta de liderança em algumas instituições de cariz artístico leva a que não haja disciplina e por conseguinte rigor e , claro está, qualidade.

 

publicado por futurodirasbaleia às 14:17
link do post | comentar | favorito

.sobre nós

.Maio 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


.posts recentes

. Área de Projecto de 12º a...

. Feira do Livro "Folhas So...

. Diz ‘Não’ às Drogas"

. V Jornadas Interdisciplin...

. Desenvolvimento sustentáv...

. Entrevista ao Sr. Engenhe...

. Entrevista à Presidente d...

. Notícia: Inauguração do c...

. Entrevista dirigida à pro...

. Desfile de Carnaval

.arquivos

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

.pesquisar

 
blogs SAPO

.subscrever feeds